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jueves, 26 de febrero de 2015

Outros medos

Talvez exista algo mais profundo, 
e já dei sentido a minha cólera,
porém outras vezes tive cólera sem sentido;
Transcendi o conceito de relações prolongadas
faz algum tempo,e não consigo mais repassar 
mentalmente meus erros, muito menos concerta-los;
Talvez exista algo mais profundo
Não preciso adotar uma religião,
Nem quero outros medos alem dos que já tenho
Combino auto estima e auto destruição 
e com frequência sofro de compulsão repetitiva
mais meus temores e vulnerabilidades  são a unica forma 
de esquecer minhas dores;
Talvez exista algo mais profundo 
Uma forma de retirar aquelas palavras;
Um porque para meus novos combates;
Quero levar-me longe, 
Quero esconder-me enquanto chove,
Não quero outros medos além dos que já tenho...


viernes, 20 de febrero de 2015

Capitular.

Pode ir a vida não tem fim;
Vou ficar aqui pra sonhar,
Tantas incertezas,
Tantas evidencias,
Há suposições e calendários,nostalgias transcorridas
e algo que não consigo explicar.
E raro esse sentimento de fugar-se  e perceber
outros planos onde não estamos;
Vislumbrar essa carga de ingenua densidade
que nasce irremediável e desorientada,
O tempo pormenorizou e transformou
sem consentimentos aquele último refugio.
Agora e tarde demais para atravessar a quela fronteira
ou capitular...

lunes, 9 de febrero de 2015

Segunda seguinte

Entre o deslumbrante e as suposições sucumbiu a beleza
A índole e o indigno são duas caras da mesma moeda
Pensando em formas de diversificar inventamos armas;
Mais lutamos sempre a mesma guerra
Mudanças , calamidades e nostalgias fazem parte do pacote
Mais sempre temos uma segunda seguinte com a mesma frivolidade
Pela primeira vez cheguei, mais sempre com o mesmo atraso,
tentando nos dias seguintes achar o teu rastro
Tínhamos envelhecido e engordado, e a cumplicidade se perdeu sem pedido de
perdão
As vezes antecipamos o destino sem medir os riscos
Tantas flores caíram do céu justamente quando o quarto estava cheio de
realidades
Ninguém se levantou com violência selvagem, ninguém  tentou usar de novo
essa alquimia de cobre e seda para tentar descobrir como trazer de novo algumas
ausências
Mais existe uma raiva intestinal, um pretexto irresponsável que espera uma resposta
e no mais doce dos doces existe uma amargura
E como se acontecesse sempre algo antes de enterrar a próxima frustração
Mais sempre temos uma nova chance,
Uma segunda seguinte com a mesma frivolidade




Madame Ferré

Há um mal gosto e um espelho no teto, madame Ferré;
Um pescoço escandecente, licores e cheiros;
Premonição de que fostes, e não voltaras a ser;
Há um por enquanto irremediável madame Ferré;
Vitrolas, vitrales, sombreiros, e aquilo tudo disposto a repetir-se;
Há circunstâncias obscuras e mal pensadas madame Ferré;
Embaixo da lua esquinas adentro crepitastes no vento;
Mármore e sonhos,
Sótãos e outonos,
E agora  na mesa estas solitária e tão órfã de sonhos
madame Ferré...
  

lunes, 2 de febrero de 2015

La lanza


E llegado al límite y é  puesto todo en el horno
El baúl, los sueños y la ansiedad, tú ya no lo eres todo
Las astillas aumentaron el fuego, con asombro y profundidad
El sentido enterró su lanza,
 Los años hicieron un hueco y pude huir;
Ahora el tiempo es un viejo amigo, ya no te llamo;
Ni te echo de menos…


Sentinela

Tua garganta é úmida e sinto tua doçura até a epiderme;
Entrastes no meu mundo imóvel, como um ciclone
Me desarmastes e eu era um sentinela implacável;
E agora esse fogo que queima sem cerimonia,
Essa beleza, sóbria visão que me encerra numa
esperança circular;
Teus olhos tocam minha tentativa de fuga sutil
então me entrego e me desvelo depois de gastar
todos meus argumentos
Me desarmastes e eu era um sentinela implacável...


Expurgo de memórias

Levanto e caminho com vento em contra;
As vezes finjo que durmo mais poderia estar morto sem sentir;
 Há uma rua , fresca memória, e naquela tarde
pude viver mais que ninguém, não digas que ando
lento e triste,porque estou aqui disposto a repetir-me;
Removi o pó com meu silêncio, enterrei tua ossamenta
musicante e cega, removi a lembrança da tua púbis
tão maníaca e fatal;
Poderia estar morto sem sentir,mais há uma paisagem e
uma lua sinuosa anunciando teu regresso;
Um dia quasse em vão,
Um sótão infetado de lembranças,
Arrancar a última flor, queimar como fogo ate a epiderme
e seguir deixando o corpo sem memorias...