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sábado, 6 de junio de 2015

Esperança falida

Eu e minha estupides nunca fomos confiáveis
sabia que ia doer,sabia que não ia passar
mas quando fostes te deixei ir
Mesmo sabendo que a saudade corrõe,
mesmo sabendo que não sou o centro do universo te deixei ir;
E agora carrego uma esperança falida
como uma luz corrosiva que não me  deixa esquecer,
Eu e minha estupidez nunca fomos confiáveis
Tinhas algo que ainda me persegue,
Como um sarcasmo carregado de metáforas,
Como água  cristalina num deserto de ilusões...

Mejores Poemas - Mario Benedetti (Parte 1)

Fito Paez - Mariposa Technicolor (letra).

Charly García - Estoy verde (No me dejan salir)

miércoles, 27 de mayo de 2015

Sentir a poesia

Para mim a poesia e mais que um refugio, e um desabafo;
Tiro  de mim coisas que me incomodam na alma, e ao
mesmo tempo me acalma...

martes, 26 de mayo de 2015

Tocar o fogo.

A solidão e seus múltiplos silêncios,
Consumir o que faltava, sobrevivendo,
Nos extraviamos, na pureza que criamos
Um minuto imóbil e não pude defender-te
Sabia o que pensavam teus olhos de mel sombrios,
Mas nos sonhos que existias havia prazer vinho e cólera
Definitivamente não existe o absoluto,mas o que importa,
se já tocamos o fogo...









miércoles, 20 de mayo de 2015

Aves migratórias.

Quando o tempo dormia sem rumores e eramos ingênuos,
buscávamos a mesma coisa,
Quando fomos capazes de pagar o saldo do fim da nossa inocência,
descobrimos nossos inimigos,
Quando por fim as lembranças ficaram opacas e começamos a odiar-nos,
percebemos por primeira vez algum desafio,
E o silencio chegou  a queima roupa, afirmando-se em preságios
Exumando lentamente velhas verdades,desconhecendo o conhecido;
Tudo parece leviano nessa filosofia cheirado a naftalina,
Quando o mundo era nossa casa não tínhamos destino;
Eramos aves migratórias...




martes, 12 de mayo de 2015

Dados

Pequenas mãos que roubaram estrelas, sigilosamente fostes inverno,
E algum dia preferi calar o teu nome, mais o vento trazia tua presença inadvertida
Mais agora sobre ti caminha a tua insuficiência, e lutar corpo a corpo não faz mais sentido
O amor parecia um abismo, um medo misterioso, como antiga doçura estremecida;
Por isso o fogo as vezes morre, ou encontra velhos manantiais de desordem e olvido

Dormindo longe penso: Quem me controla?
Quem joga os dados?
Já nos levaram tantas vezes para verter sangue, afinal queria tanto conhecer a cara
do verdugo e da vingança,
Conhecer o gosto daquela água transformada em vinho, e ver meus inimigos com novos olhos
de esperança...

 


miércoles, 6 de mayo de 2015

Realidade imediata

As vezes tenho febre, e me incomodam alguns pormenores,
Penetro céus e nuvens, e recortes sombrios e inúteis,
procurando entender se o que vemos e apenas uma realidade
imediata inventada no exato segundo em que a temos.
E agora que entendi que a paciência é como morfina que nos
atrapa com carências que enganam;o que faço para não mendigar
mais um futuro real??
As vezes tenho febre, e me incomodam alguns pormenores.

miércoles, 29 de abril de 2015

Inadvertido

Sera que algum dia vou conseguir nutrir o amor e passar pelas portas do tempo?
Não posso oferecer gota a gota essas lágrimas que chorei escondido, é impossível
respirar enquanto as palavras falam dentro de mim;
O coração pode mais que nós mesmos,mais talvez ainda arda em meus silêncios;
Sou uma metáfora perfeita, de uma realidade sub entendida, e morri milhares de vezes
mais ainda vivo dentro de mim,
E agora volto e visito a cada ano essa realidade que tanto preciso, tentando fugir de algum destino
convencido de mim mesmo e dos meus riscos;
Mais afinal decidi sobreviver, de cada dia nascer de novo florescendo comigo, inadvertido,
Me perdi no limite do mundo,mais quando fecho os olhos e ouço meus passos vejo e sinto
de alguma forma que vinhas andando, entre aromas que amo, entre o barro e minha infância
entre alturas invencíveis e afagos de ternura.
Sera que algum dia vou conseguir nutrir o amor e passar pelas portas do tempo?

viernes, 24 de abril de 2015

Rápido jasmim

A vida é dura e mesmo assim queres andar comigo;
Saberemos começar algo novo?
Esse jeito que me amas,
Essas mãos que não saciam,
Esse beijo que não descansa,
Tenho medo do fogo,
E da larga curva do teu corpo
Não sabes o que levo em mim,
E nem se poderei acalmar-te
Relâmpago e espuma,
Rápido jasmim de um aroma inexplicável
Saberemos começar algo novo?

jueves, 23 de abril de 2015

Pátria fuzilada

Não me complica, tua memoria e melhor que a minha
A derrota ensina, mais a vitoria e o que bebem os sedentos
que não querem cair no olvido.
Maldita pátria fuzilada, flor que perpetua em velhos jardins
Que coisa incrível esse manantial amargo de vozes fatigadas
Algo mudou de alguma forma, já não há moinhos nem passado
nem janelas para esse outono repentino,não podemos esperar
essa ansiedade a conta gotas;
Nem enigmas,
Nem fantasmas,
Nem o receio impessoal, que ainda nos devora...



miércoles, 15 de abril de 2015

Vampiros.

Não podemos perdoar sem antes perdoar-nos;
A frustração nos persegue mais acaba no vinho;
E sempre tentamos encontrar a fênix, mais nos
perseguem os eufemismos.
Teremos que resgatar a auto-critica sem auto flagelar-nos
Teremos que aprender se merecemos a derrota ou deixamos
o futuro nos queimar,
Reservaremos para o inimigo até a ultima gota de ódio a longo
prazo,e quando a ferida queimar escavaremos tão fundo novamente
que acharemos o rancor junto com a verdade.
Não podemos perdoar sem antes perdoar-nos;
Teremos todas a noites e todas as fobias,por isso o mundo
é um espelho que não nos reflete,e os sonhos e as melancolias
são como blindagens que nos envolvem até o alento, mais
também nos atrapam em calabouços inexpugnáveis que nem a confiança
e nem novas dores abrirão... 


viernes, 10 de abril de 2015

Geografia interior.

Agora eu vejo que calávamos quando nossas pequenas vidas 
viviam á sombra de uma chispa indelével ,como ilusão;
E nunca mais contamos nuvens,nem discordamos pois não 
havia vozes, nem palavras, nem silêncios;
Assim fomos feridos e crucificados,frutificando a ferida
nesse ódio morto,
Tudo passou quando nada parecia passar, 
E o amor, e o ódio foram parar a onde??
Por dentre minhas lágrimas pude ver que ainda sou ambíguo
em meus temores...

miércoles, 8 de abril de 2015

Bebo o mundo

A  solução nunca foi imediata, e a derrota ninguém esquece;
O suspiro e a voz perguntando o caminho e aquele desamparo
tão conhecido,
O evidente se caracteriza com a falta de aviso,é aquela
metáfora, sucessiva, exacerbada, querendo aprisionar-nos.
Dirás que o sonho vem de longe e chega num instante prodigioso
mais o trágico fulgor dos teus pecados foram esses lábios ardentes
e envenenados;
Entre a saúde a enfermidade e a inocência perdemos esperanças e sossegos
e da profundeza dos meus obscuros naufrágios consigo ver sonhador a longínqua
transparência, de alcançar a quimera ilusão do impossível...




martes, 31 de marzo de 2015

Fúrias e feridas

Há um cinza escuro que entrava aquilo que seria á vida
Derramando-se na areia e morrendo sem nenhuma lágrima;
Não guardarei para mim amostras  desse passado, nem aquela
promessa que movia um profundo paroxismo,
Consumistes meu silencio e meu martírio,
Me tirastes do mostruário e me transformei num mostro
Contei desabitado todos aqueles dias em que persegui um rio
que caminha, fiquei ouvindo desvarios e lamentações porque o fogo
já não queimava minha imprudência;
E agora abriu-se a noite repentina, projetando esse brilho sombrio
sobre tudo aquilo que não via, porém toda aquela audácia foi inútil;
Pois teu aroma sereno jaz nesse céu tenaz, que gota a gota trás o frescor
das estrelas, e que inunda meu peito incendiário de fúrias e feridas
devorando a solidão e o medo que me inundam  com pensamentos
glaciais.



jueves, 26 de marzo de 2015

URSO BRANCO

Ainda vejo aqueles velhos fracassos, junto com seus punhais
cravados no tempo e no espaço, e derrepente existem versos que 
não consigo entender pois eu mesmo os escrevi;
Então saio desprovido de pudores e quasse míope de nostalgias
porque ninguém poderia entender antes de mim as as dores 
que já não me doem;
O bairro não é o mesmo, as luzes não iluminam como antes, e apenas
queria ser tudo aquilo que hoje me constrange;
Saio e ninguém me abana ,
Saio e ninguém me espera,
O que desenhei na areia aquele dia não era para ti, estava inquieto e 
assustado, procurando uma maneira de fujir dos meus pecados, perdi 
a áurea e a fragilidade e não sei porque tudo parece tão tranquilo;
Vou ter de acelerar,ou tentar explicar-me esta loucura...
Não espero nada de mim porque sou simples e estranho, desconhecido
e lento em minhas lágrimas que derramei naquela noite que foi a mais importante;
Te propus não fazer nada e derrepente fizemos tudo, mistura de fragrância 
e pele, amor que tentamos salvar uma unica vez, havia após algumas noites
compreendido o limite entre minha loucura e teus encantos;
Por isso dei-me conta que todos os dias foram uma versão pessoal
de esperar por ti...

lunes, 23 de marzo de 2015

Intacto

Fazer o que,quando reconheça que não posso mais ocupar
o tempo que passou;
E que ainda sinto teus lábios nesse beijo agora quasse oxidado
Já contei o tempo que pensei no teu corpo, o suor no escuro
e teu carinho dando-me a vida que faltava,
Fazer o que, se a ferida continua sangrando nesse absurdo;
Largo relâmpago,
Intacto, submergido em sonhos,agora apenas sinto a profundidade
dessa ausência,  deixar a memoria comigo já não funciona
como antes,
 Não posso despedir-me nem retratar-me;
Não posso mais ocupar o tempo que passou...


sábado, 14 de marzo de 2015

Luz negra

Ya me mataron, cuando estaba todo mal;
Mi ilusión se fue sin que la pudiera conocer
Hay que saber pelear, y
no he podido enojarme todavía, pero tuve ganas de olvidarte
Ahora me voy porque no soy normal y creo  que me persiguen
Me golpean, y me atrapan en esa luz negra
Ya me mataron, cuando estaba mal;
La última copa tenía veneno, y me la serviste vos
Por eso se que al final me amabas,

Solamente al final.

lunes, 9 de marzo de 2015

Deveria guardar palavras

Deveria quando estes versos me visitam esconde-los pelo menos
de mim mesmo;
Deveria fundir a paixão vital num impulso quasse anônimo
Deveria lutar comigo corpo a corpo e perguntar onde estou;
Continuo como um explorador perdido por este mundo
como se nunca tivesse caminhado
Mais quando cantastes, a vida por um segundo aninhou-se em mim;
E me senti tranquilo como fogo, pétala em teus braços;

Sabia que não me procuravas, porque estava além da fronteira de todos
meus invernos, e sem nos conhecermos amamos o tempo e a terra
Deveria ter conquistado a transparência e tocar desnudo esse céu invisível;
Compartir esse amor incompleto, e esperar minhas prisões que foram teus grandes
olhos e teu beijo
Guardarei palavras para mais tarde, porque ainda estão vazias
Viverei da ilusão e do incêndio,
Arrancarei da tua selva madeiras e cores e outros profundos segredos
Deveria fundir-te em mim enquanto há tempo...