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lunes, 28 de abril de 2014

Tempo giratório

Continuo me dedicando a essa ilusão,
mas as perguntas quasse sempre ficam sem respostas.
E você, nunca se viu inquieto e critico??
Temos muitas vesses tanta vocação destrutiva
e agora sinto uma sorte de intranquilidade, estacionei no mesmo
caminho;
Atirei tudo pela borda,quis apoiar-me em palavras,
já não sou invencível, ninguém é invencível.
Ainda tenho medo, só que agora não sei do que;
Sera porque também sou mortal?
Tudo o que antes me pareciam apenas detalhes agora me enchem de medo
sinto que nunca tinha falado comigo,e que a rotina já não me
impressiona mais, sinto despreço por esses sórdidos pormenores
Me enchem de medo esses lugares comuns e continuo insuportavelmente teu,
sinto falta das tuas inibições e desse cinismo controlado que ainda me controla;
Atirei tudo pela borda,sinto raiva do que sinto,benditos insonios, malditos sonhos
que ainda me traem e são desleais,
Teu cheiro;
Tua bílis;
Essa tarde quasse morta;
São coisas que deixo nesta carta, que parece mais um porto final,um nicho que dorme
em meio a jornais, essa tristeza agora brota côncava, estremecida, e mesmo assim não
acho a simetria exata desta pena.
Continuo me dedicando a essa ilusão,e aqui estou consternado,sentindo
uma vergonha absurda e quasse previsível,
E você, não usa mascaras??
Tentamos persuadir essa angustia, ostentando essa solidão num tempo giratório
tentando romper o que já esta quebrado,quiçá seja fácil compreender essa
nostalgia que entra na pele, essa melancolia que chega até os ossos.
Quem sabe começo a te esperar de novo marcando o almanaque,culpando o destino
nesse cansaço tranquilo...







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