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domingo, 28 de diciembre de 2014

A soma dos silêncios

Salitre azul do mar, intempérie,côncava esperança;
Guardei a soma dos silêncios
recolhendo madrugadas nessa vida circular;
Há distancias tantas quanto incertezas da onde
mesmo se quer chegar.
São as palavras que destroem ou podem
nos salvar,reunir o que já caiu e fechar as portas
desse ódio que paira frio sobre o mundo
Sonho profundo,infinitas raízes de um passado
que não passa,
Guardei a soma dos silêncios
fresca memoria amarela,enquanto giro em devaneios;
Já e tarde e o tempo não transita como antes
o caminho simplesmente vem de dentro
mas pode estar cheio de versos e mentiras...






sábado, 27 de diciembre de 2014

Amor entre parêntesis

Esta tudo cheio de ti,e o horizonte ainda respira tua sombra,
Trêmula realidade em tua ausência, desgaste de escrever-te
sem poder apagar;
Não se vê a distância, nem a sombra do teu corpo;
Estou sempre confuso neste súbito e prolongado caminho
morto
Outras lagrimas, línguas e agonias, nessa areia de mares e tristeza
permanente;
Talvez não sejam alucinações, nem dizer coisas estranhas, mais sim
o inesperado, cadeia dourada que me prende a metáforas, lembranças
e distorções
Quasse nada foste, e mesmo assim minha saudade adornaste;
Esta tudo cheio de ti,
Talvez o medo seja repetido,
Talvez não me deixe mais frustrar pela lentidão suave do teu ritmo;
Á se pudesse ter te entendido por um segundo !!!
Teria tido a chance de não colocar entre parêntesis
um só milimetro do nosso amor...


jueves, 18 de diciembre de 2014

Vozes retilíneas

Agora dormes com tua imagem plástica e sem expressão;
Rica em conquistas formales e absorta em lembranças
de coisas que poderiam ter acontecido;
A doçura se escondeu flor de círio,e não se pode ir
tão longe e tentar voltar atrás.
Música e tormento, ar pulverizado numa fragrância esquecida;
Tens algo hermético e fugaz,como um vago de memoria,
Um dia de verão;
Imensa sombra, velhas dores;
O destino e esse hálito divino, essas vozes retilíneas que
ainda te perseguem lentamente e te consomem
numa nostalgia vidrosa,
Sim fostes como sonhei, sóbria visão, divina pélvis,
tão sutil nesse resto de saudade...




lunes, 15 de diciembre de 2014

Dialética condenada.

Minha agenda sempre foi inútil para o futuro;
Sorte de coisas que não se podem conceber
e o amor pode ser um monologo de poucos dias.
Vou levando meu tijolo para poder construir
devagar o meu destino,
Escuto o mundo dando a mesma bem-vinda
de sempre, com mãos que não ajudam,
com maquinas que choram lagrimas de óleo;
Não sou frio,mais vivo juntando o que sobreviveu
desses sonhos enterrados,dessas outras dimensões,
desse milésimo de apogeu que um dia vivi.
Um dia fui simples subsistindo a toda essa falsidade
talvez tenha entendido que existem argumentos
intelectuais que disfarçam a verdade,
Então estavam certos com suas estranhas contradições?
Com essa dialética condenada de cem anos??
Minha agenda sempre foi inútil para o futuro;
Estive tão perto dessa longitude;
Tão perto do vazio que engole tudo
Dessa fronteira que desprende a retina material
dos olhos,e nos faz enxergar um destino provisório.
Vou levando meu tijolo para poder construir
devagar o meu destino.







domingo, 14 de diciembre de 2014

Amor invisivel

Meu amor voa sobre ti,quando vem o sono e me leva
Vou buscar outras terras, mais prefiro calar o teu nome
Profunda primavera onde não germino
Em que noite roubastes minha paz??
Em que noite meu sangue colou no teu fogo??
Meu amor foi um mendigo esperando por ti;
e teus lábios por algum tempo foram meu pão
Minha casa esta morta,existem ossos e lembranças
já não consigo abrir a porta,
Nada se apaga;
Nada se esquece;
Em que noite roubastes minha paz??
Amor invisível, dormindo na tua sombra me esqueço de mim,
Algo falta,
A simetria exata do teu sorriso
Aquele mundo vacilante de silencio e beijos
Não te esqueças de chamar,
mesmo que a porta esteja aberta.....

martes, 9 de diciembre de 2014

Saciar-me em ti

Vem comigo,porque os dias são veloces;
e minha culpa não pode ser tua última morada;
Vem comigo,porque no mar há relâmpagos e espuma
mais no mar furioso estaremos somente tu e eu.
Habitasses meu coração e meus beijos ainda não
se saciaram em ti, e quando o inverno era frio as estrelas
escondidas não morriam de dor,
Vem comigo,decifrarei o teu nome e tuas dores,
sobreviveremos pelo mundo nesse caminho secreto
Nessa noite de sonhos negros,não esqueceremos o suor que
enlouquece, nem o néctar ardente daquele último beijo.

domingo, 7 de diciembre de 2014

Última paisagem.

Estou só, como um vegetal, vegetando;
Meu ninho de estrelas agora jaz no fundo
do poso e não dá para escutar a terra, nem
a chuva, nem teu luto.
Estou desbordante e marejado de lágrimas secas,
A garganta não faz perguntas, nem defende
mais esse orgulho,
Talvez teu suave silêncio me despoje dos meus
últimos escrúpulos, já não posso ser eu, perdi
a última paisagem,
Inquebrantável coração cortado numa noite sem fim;
Meu ninho de estrelas agora jaz no fundo do poso...


miércoles, 3 de diciembre de 2014

Susurros

Não tem ninguém convulsionando;
Não tem ninguém sinceramente iludido
Amei, mordi beijei, escrevi na areia teu nome;
Sempre confuso no teu ventre profundo
Sempre carente de razão.

Meus combates foram poucos nesta cólera orgulhosa
pesavas, pedra cortante, aniquilavas essa suavidade
secreta.
Terminou a viajem e a terra nos separou entre muros
transparentes, aqui sobrevivíamos e terminávamos
num novo recomeço,
Somos eterno fogo que ardera servindo de nada
Somos a vida num amor incompleto
        Sussurros de um final andando comigo...



martes, 2 de diciembre de 2014

Flecha invisível

O amor é o combate contra essa flecha invisível,
Te conheço com essa doçura entre espinhos,
e agora nada mais me deixa confuso.
Saber que existes como fogo que queima;
Manantial escondido,
Última fronteira,
Te conheço e não sei mais o que dizer-te,
São como uma prisão esses teus olhos,
como diamantes que rajam, que invadem meu peito.
Sentir-me pequeno, esperando teu corpo...

O amor é o combate contra essa flecha invisível,
Âmbito nosso,
Tradução sem idioma,
Estatua esculpida no meu mundo sombrio,
Te conheço e não sei mais o que dizer-te,
Maldição sinistra, arrastrada e túrbida,
Pra que fazer-te renascer?
Se me enches de olvido...

domingo, 23 de noviembre de 2014

Orgulho destronado.

Estamos juntos, de alguma forma 
tocando essa invalides de sonhos;
Sabemos que nunca foi nosso destino 
esse ódio escondido.
Estranhamente trememos e o coração
já não sangra, 
Olha esse esplendor de mármore e cinzas;
Essa confiança morta com punhal de aço,
Temos os mesmos inimigos
estamos juntos nessa invalides suburbana,
e agora esse cristal frio,
             esse luto sem descanso,
            esse orgulho destronado,
nos persegue lentamente,
sem data pra encontrar-nos.
          

miércoles, 19 de noviembre de 2014

Violim calado

Poderia sujeitar tua cintura e te beijar,
Sem tormentas,
Sem lagrimas.
A linha do tempo é um violim calado;
Já não posso ser esse passageiro que palpita
num amor desordenado.
Voltar a este último reduto e sentir tua cútis inassesivel;
Recorrer o teu peito de vidro;
Me queimar no teu fogo maiúsculo;
E agora que uma lágrima molha minha última máscara;
Como correr vacilante e perdido?
Poderia sujeitar tua cintura e te beijar,
Sem feridas,
Sem silêncios
Visitar essa imensa espera, sem relógio, todos os dias;
Segues sendo ausência, metal e ossos.
O tempo é uma rua, uma distancia paralela
e já não posso ser tempestade nem oceano dormido;
Continuas luz eterna desde teu último raio de sol,
Para mim continuas florida;
Já não estou só,
Tenho ausências....



domingo, 16 de noviembre de 2014

Volver al naipe

Así estuve, así estaba yo,
Completo, inajenable, casi sin distancias.
No tomé una botella, la quebré;
Todo brilla en su ocasión, yo brille también.
Y ahora hay que poner la carta en su lugar
Volver al naipe.
Hay algo, hay versos hay flores y una tentación;
La esperanza y el tiempo son iguales, no podré
simplemente apartar lo inútil;
Ese viento ininterrupto;
Ese abismo que persigue;
Esas ganas que penetran, que ignoran y desmienten
Son amargas, son memorias rebeldes.
Y ahora hay que poner la carta en su lugar;
Volver al naipe.
No me escondo del olvido, porque soy inconsequente;
Además ese odio es compacto y te asfixia.
No hay antecedentes
No hay antes ni después
Hay solamente recortes de sueños que son como variantes
y asimismos de algo breve, como un último horizonte.



Vícios racionais.

Hoje flutuando, quasse suspeito já não posso dizer onde andarei;
A cabeça voando, tentando inventar alguns sonhos;
A vida , a vida quem não lembra Shakespeare,
             Ser ou não ser...
Não tenho mais vícios racionais, nem aquele desprecio profundo
por esses paternalistas conservadores, continuo sendo comunista.
A claridade pode ser um golpe no fracasso, um ensaio, um acaso...
A vida dura uma vez,preciso de instantes impensados;
Quero supor outra historia, já estive deserto e agora preciso que
o mundo começe por mim.
Ouso inesquecível e fugitivo esse corrigir das notas num vaivém vazio
Vejo que de nada serve esse paroxismo de tentar me entender.

jueves, 13 de noviembre de 2014

Vicio de você

Esse vicio de você, e um perigo que caminha lúdico e verbal;
Depois de tudo, não á logica em nossas frustrações
e essa vontade elemental,quasse primitiva desperta um singular pesadelo.
O desconcerto,
O estupor,
De não encontrar uma saída emergencial
De saber que outra vez me sinto ridículo;
Tudo convertido em cinzas,
Sem que ninguém visse;
Sem que ninguém decidi-se;
Esse  vicio de você, e um perigo que caminha lúdico e verbal;



miércoles, 12 de noviembre de 2014

Estrelas de quatro pontas.

Estrelas de quatro pontas são quasse perfeitas;
Entre lágrimas pude ver que lentamente tua presença desvanecia;
Algo anunciado, nenhuma queixa...
Ouve sim uma insistência, uma obsessão,
Terei mudado tantas vesses?
Ou me acostumei a novas realidades?
Estrelas de quatro pontas são quasse perfeitas;
Foi intuição no começo, um instante crucial, remanescente;
Quasse ódio sem motivos,nem lembranças do teu rostro,
Agora sei, nada alcançou teu coração elíptico,nem tua paisagem fundamental.
Estrelas de quatro pontas são quasse perfeitas;
Aqui estou tão sério, tão ágrio e pitoresco
comovido, evidente e sem glorias.
Compreensível  maravilha, sem embargos e sem nome;
Fosse uma estrela,
Quasse perfeita.




jueves, 6 de noviembre de 2014

Preságios

Tudo foi silencio nessa arquitetura escondida,
E teu regresso sempre foi um sonho entrecortado
Sempre estive aqui convertido e misterioso, tu conheces minha alma;
Eramos carne, unhas, candor, abraços
Mais escavei fundo demais outra vez,e algo aconteceu;
Viver sustentando preságios,
Desconhecendo o conhecido
Maldita manhã transparente
Destino provisório, com minhas angustias infiltradas dentro de ti;
Outra vez sangre muito pouco, mais foi suficiente
Outra vez esqueci os acasos, por isto estou só;
Vais tarde...

Desertor

Rezão imoveis, sentados em suas flores, meus pensamentos;
Nunca lambi minhas feridas, e hoje nem sangram tanto
O que aconteceu um dia quis que soubesses, já não interessa mais;
E incrível e sutil lembrar que me vendeste como a um inimigo;
Nunca quis abraçar ausências, mais foram elas que me abraçaram
Me sinto um estranho desertor, nessa armadilha de desconhecer o conhecido
Como despertar dos meus infinitos sonhos;
Como atravessar esse silêncio;
Sacodes minhas raízes numa ansiedade intima
Rezão imoveis, sentados em suas flores, meus pensamentos...







martes, 4 de noviembre de 2014

Novas geografias

Somente o amor lava o ódio
e o passado não passou, ainda fere.
Somos tênues subúrbios de dor,
e as vesses, somente as vesses atravessamos
fronteira do problema existencial.
Somos dilemas, tão óbvios
                         tão complicados...
Precisamos de novas geografias,
e projetos que encubem o futuro.
Somente o infinito trás preságios,
e constroe essa estrada que ainda não existe.
Somos desiguais em nossos silêncios e intenções
podemos ser breves e depois tropeçar algumas vesses
nesse ódio que nunca é suficiente.
E agora somos nós que inventamos essa linha divisória?
Ou temos o poder de manipular a própria historia?
Ainda existem delírios que não precisam de nós,
São como garantias que nos deixam continuar sonhando.

sábado, 25 de octubre de 2014

Teu batom no espelho, Meri...

Quasse lembrei de ti hoje ;
E meu céu cinza, por instantes ficou azul;
Quasse pensei em ti hoje, pois achei uma carta de amor
dentro de um caderno esquecido,
Havia também uma marca de batom e um eu te amo no espelho
que apagasse quando te fostes
Feliz confusão, nostalgia,
Quasse lembrei com um pouco de dor,
Que ainda te amo...

Vos sabias


Lloro, desde tus ojos me siento derrotado;
Y vos me conoces, hace tiempo que soy inexpugnable
Me desconozco, pero también tengo suerte en mi monologo;
Te fuiste, de acá y de mí
El tiempo eras vos, y eras necesaria
Sabias del abrazo evanescente
Sabias de nosotros
Yo era letargo y tímido, acampaba en mis insomnios
Ahora está todo lejano
El deseo,
La ilusión,
Y tus manos suaves que no ocupas en mí.


jueves, 16 de octubre de 2014

Planeta Planetário.



Um planeta , um planetário, meio dia, cem anos;
Sol, prato de fogo,definitivamente esperança;
Agora rodeado numa mesa farta,me chamaram
pra guerra ou pra comida,
Céu e terra, transparência fortuita num poço de concreto;
Um planeta , um planetário, nunca foi , nem chegara a ser
algo transcorrido,vinagre, escorbuto,nata corrosiva, um castigo.
Gostaria do intuito, deslizar transparente nesse sonho,
Mesclando beijos,esperando um manantial,destronando esse medo
que ainda não compreendo...





viernes, 10 de octubre de 2014

Multiversos

Por todas partes veo ojos;
Hay ojos húmedos de soledad y de anteayeres.
Con los míos veo muchas cosas, veo otras cosas;
Ese orgullo insolvente;
Esas ganas de verte;
Encontrar recortes y asombros inútiles,
Ganas de abrir esa puerta de nuevo,
Y ver en que cielo te escondiste.
Por todas partes veo ojos;
Veo ojos candorosos;
Veo ojos en pánico.
Cuando era pibe despertaba en otro ritmo,
en otra esfera, pero ya era un sobreviviente.
Tengo manías y blasfemias, y en lo más profundo
una bienvenida que te guardo pero no alcanza.
Hay ojos que despiertan en lo más allá de lo posible;
En lugares de entresueños, o en universos incajeables, exiguos y demasiado frágiles.

domingo, 5 de octubre de 2014

MALABARISMO

LAMENTO DIZER QUE NÃO PODES IR AINDA;
PORQUE A CLARIDADE AINDA NÃO INVADIU O QUARTO;
Á NÍTIDOS RELÂMPAGOS LÁ FORA,E EU AINDA QUERO
ESSE PERFUME, QUE SÓ EXISTE NA TUA PELE
QUANDO ESTOU CONTIGO RENUNCIO AO MEU INSTINTO DE CONSERVAÇÃO,E ME VEJO ENTRECORTADO, FUGAZ
COMO FESTEJANDO CADA MALABARISMO QUE ME PERMITE
TE TER UM POUCO MAIS...

jueves, 2 de octubre de 2014

Paredes verticais

Mantenho-me fixo olhando a lampada, com meu rosto lívido;
Sei que a monotonia é outra coisa,
É certo que  outro dia existe, olho vagamente as paredes verticais
tentando retirar o obvio de mim mesmo, demasiados sonhos
nessa necessidade de movimento.
Me conheço, porque volto a repetir-me, sei que sou profunda
agitação e não me convencem apenas evidencias;
Posso resistir, mais espero respostas de perguntas que ainda
não formulei.
E doce sonhar, e destruir as ultimas muralhas da saudade
Continuo obstinado, esplendido e verdugo
Aceito essa confortável  melancolia que atravessa esse silencio
movimento interminável onde nada acontece.
É certo que outro dia existe,generoso, esplendido, e estarei lá
propondo esse permanente engano, para poder continuar
enfrentando meus medos.


domingo, 28 de septiembre de 2014

Retórica

Teu silencio me agride mais que a tua indiferença
Tenho  uma proverbial urgência,em te esquecer;
Não posso mais segurar essa bandeira, e existem
pedaços de mim que não consigo juntar.
Estou absorto, suspendido nessas antigas coisas nossas;
Como uma retórica cheia de desculpas, por continuar te amando.

miércoles, 24 de septiembre de 2014

Las Puertas

Algunas profecias son engañosamente  dulces;
Algunos besos carecen de lujúria;
Hay ventanas que brillan en la lluvia;
El otro dia havía un desden en tu silencio;
Y ahora podré sacar una fotocopia de el futuro?
O sere siempre esa tentativa de abrir las puertas del pasado?

martes, 23 de septiembre de 2014

Lena

Havia um mundo dentro de uma estrela;
Entusiasmo e melancolia, pela angustia da tua ausência;
Somos dois pontos tão distantes, mais convergem
para o mesmo ponto, Lena;
E agora quando haverá celebração de amor e desejo?
Totalidade confusa nesse limite da saudade ;
Noite húmeda dividida em sonhos;
Te sinto longe, mais a tua voz me alcança,
De tantas coisas enches minha alma,
As veces penso que talvez ame um sonho
Pois te vejo temerosa e sedenta
Uma ultima rosa deserta, céu azul que encobre meu mundo;
Já não sei desde onde te quero, nem se minha boca tocara
algum dia a tua,
Mais continuo desesperado de palavras e ecos;
Me embriagando de amor obstinado, Lena...




Toques

Um murmuro, movimento de roupas, e a tua voz sensível;
Eu que achei que já tinha conhecido o amor..
E agora que o silencio me invade de novo?
E agora que quasse toco essa escuridão?
Como ponderar a possibilidade de perder-te.....

lunes, 22 de septiembre de 2014

O idioma dos olhos

Quando não existiam palavras nossos olhos falavam por nós ;
agora já não há nem palavras nem olhares, somente uma saudade 
que insiste em ficar...

martes, 16 de septiembre de 2014

Minuto condenado

Há uma vulgaridade pálida nessa profunda beleza;
Há uma tensão quasse áspera nesse corpo;
Não é tão seguro aceitar teu carinho,nem posso me apoiar
em palavras
Há um lirismo contundente dentro de uma ambiguidade
quasse táctil, quasse ordinária e pretensiosa que me amarra .
Sem rodeios provincianos;
Sem convenções de coexistência pacifica;
Algo nos mantem inexoravelmente primitivos
Como uma obrigação que precisa um ultimo salto
Como algo fora do destino;
Prefiro perder tudo, e não esse minuto único feliz e condenado.

domingo, 14 de septiembre de 2014

Tradicionalismo retrógrado (artigo)

CONTINUAM INSISTINDO NESSE TRADICIONALISMO RETROGRADO E INVENTADO, E EM NOME DISSO O POVO GAÚCHO E TAXADO DE RACISTA E HOMOFÓBICO;
ATÉ QUANDO VAMOS TER QUE CONVIVER COM ESSE MITO PARASITA GAUCHESCO?
AFINAL DE CONTAS AS BASES TRADICIONALISTAS EM QUE ESTÃO ASSENTADAS ESTES MITOS SÃO NO MINIMO CONTESTÁVEIS.
ESTÁ NA HORA DE DEIXAR PARA TRÁS ESTE CONSERVADORISMO HIPÓCRITA E ABSURDO, ENTENDER AS DIFERENÇAS, SABER CONVIVER COM ELAS E AMAR O PRÓXIMO EM PRIMEIRO LUGAR.

jueves, 11 de septiembre de 2014

O rancho

Havia algo nesse rancho,como uma sensação de dor que aumentava;
O tempo não passa em vão,e tua beleza sombria cobrou seu preço
A  vida pode ser a gloria de apenas uma semana,e a moral pesa
e não nos deixa satisfeitos;
Somente o tempo desata lentamente os nós dessa ultima esperança
Em noites geladas chegavas carregada de imensas chuvas,
E meus pensamentos girando em si mesmos,padecendo em redemoinhos
de amor.
Havia algo nesse rancho, como uma sensação de dor que aumentava;
Dilúvios outoniais sobre a madrugada,
Lúgubre rio, ultimas forças que embarcaram em ti;
Rancho estremecido,
Patio silencioso;
Alucinação confusa de incansável obstinação, rumor afogado,
Eternos passos a te procurar...








lunes, 8 de septiembre de 2014

Subi num óvni.

Subi num óvni, meia noite e vinte;
E alguém só me olhava, mais eu entendia;
 Porque eres uma ausência de ti mesmo?
Foges do que?
Porque esses pretextos tão frágeis?
Porque insistir na solidão?
Viajamos nessa noite desnuda,tão breve
e sem pontos cardeais
Transitando sumergidos,nesse delírio informal;
Obrigado por essa centelha de razão,
Madrugada sem sonhos
Breve futuro que aqui não existe
Melancolia endêmica, sem variantes substanciais.
Subi num óvni, meia noite e vinte;
E a alguém só me olhava, mais eu entendia;
Entendia as consequências imprevisíveis,
Deste espaço esplendido e brutal;
Não perguntei nada;
Não  soube responder nada...




domingo, 7 de septiembre de 2014

Loucura.

Devia ter aceitado essa desculpa, como morfina
para meu coração;
Sabia que era injusto alimentar essa vaidade
Como um desejo que surge, 
Fugitiva contradição
Creio em arrebatos de loucura, distensão 
que te força a criar
Creio nesse delírio, escalafrio e febre, que impossibilitam negar
os motivos sempre fortes para enterrar o desespero bem lá no fundo.
Ressonância aguda, inexplicável, tentativa desvanecida de 
esconder palavras;
Como explicar que estive desaparecido;
Como vencer essa impossibilidade de dizer
que não há razão nem consequência suficientemente grande
para não considerares minha loucura...



sábado, 6 de septiembre de 2014

A torre

Como poeta abandonei o didatismo
Lua e flor, são apenas contextos sutis
Arder em incêndios de amor,
Ou sentar em noites de silencio e vinho
Repartiremos a verdade,
Em que torre te encontras?
Vou atravessar esse manantial de pedras, essa hostil
cordilheira, vendo onde a bruma se confunde,
com esse frio prateado.
Existe algo, como palavras que me perseguem,
Desenterro essa ossada e vejo;
Dentaduras e desejos;
Teu medo migratório;
Perspectivas anteriores, e teus segredos de tristeza gastada.
Respiro aguardando pensante, como atravessar essa muralha;
Em que torre te encontras?

jueves, 4 de septiembre de 2014

Descaso.



Não dá para imaginar teu olhar perfeito, solidário
Nessa penumbra insistente , separada da alma;
Voltei a cabeça,imóbil apoiada em mim,num instante de súbito sonho;
Não tenho presa;
Enredadeira em flor, não sei tua procedência;
Meus olhos dançam rastreando teu caminho,
Cheguei num lugar desaparecido, contando, acurralado  nesse
circulo impreciso.
Meu Deus!! que momento, coração em suspiro
Ninguém me convida , não compreendo porque vim te ver;
Ter pensado duas vesses em ti, bela sem duvida,
E totalmente indiferente...



miércoles, 3 de septiembre de 2014

Tu.


                      Tu é uma esperança, que renasce todos os dias;
                       Tu é uma ilusão de amor, que nunca vivi;
                       Tu é uma estrela que parece tão distante;
                       Mais que de alguma forma , levo dentro de mim.

sábado, 23 de agosto de 2014

Fe primordial




 Dios es peculiar, y parece que nos pone
mucha responsabilidad en ciertos asuntos;
La religión es como un instrumento que manipula.
Perdimos la fe primordial,
La vida eterna es algo muy nebuloso;
El hombre y sus objetivos inmediatos;
La vida y nuestra  perspectiva en el futuro;
¿Sera que dios nos espera en el juicio final?
Dios con sus propósitos de mantenernos al alcance
Dios que nos da la vida, y nosotros que
inventamos perspectivas;
Hay un momento secular, una filosofía estoica,
que nos acompaña hasta el fin,
Pero que jamás nos concretiza el futuro.



miércoles, 20 de agosto de 2014

Vitral


Dou volta, não tenho grandes raízes;
A noite me alimenta , vazia desde tua alma
Solitário e presso a estes sonhos com cor e formas
sempre tuas.
Uma cancão no entardecer;
Versos numa noite estrelada;
Também queria se pudesse guardar a tua alma
Entender astros e relógios,
Derrubar essa dor que oprime;
Foste um milagre ávido de braços;
Mar perdido, no qual fui naufrágio.
Dou volta, não tenho grandes raízes...



lunes, 18 de agosto de 2014

Infiel poesia



Pouco a pouco perdemos quem amamos para o mundo;
Mundo de infiel poesia,
E agora como defender-te?
Não se pode esquecer teus doces olhos tristes;
Nem como me deixavas desorientado, quando pensavas
em ter azas e voar.
Atravessei com um grito, ou a amarga nota de violin delirante
esse silencio que vinha quando o universo te chamava;
Cega espessura,plena solidão;
Longo frio,transparente rio, que me atravessa.
Em outras camas viajei ferido,
Em outras vidas estava morto;
Teu amor foi centrifugo,agitação perpetua;
E agora resta a vida que transcorre infinitamente;
Sobre esse segredo suave e profundo,
Sobrevivo,
Respiro,
Existo.



sábado, 16 de agosto de 2014

Promesa rosada (pra ti Lena)


Voy a despertar, tengo que salir
Hay amor debajo de las estrellas
Ahora sós mi pensamiento
Aquello que me faltaba,
Recuerdos para que,
Si ahora tengo esa promesa rosada.
Sin perfumes, sin cuerpo pero vas llegando
Te siento por eso te guardo una estrella
Y el mundo está aquí esperándote;
Repartiremos muchas cosas;
El secreto de tu piel
Tus labios que todavía no sentí
Y talvez las próximas trampas del destino
se quiebren inútiles cuando estés conmigo.
Te siento ahora, vas llegando…


miércoles, 13 de agosto de 2014

Minha luxúria favorita.


Preciso te amar sem trégua, sem distrações;
Pra não ter que te procurar em outros lugares
Minha luxúria favorita;
Tenho que aceitar teus segredos;
Mesmo matando alguns sonhos
Na verdade escondo minha máscara mais lasciva e mais triste,
para não perder-te
Temo ter que pensar em tuas dúvidas e túrbidas lamentações;
Quando na verdade te sinto ausente em mim
Preciso te amar sem trégua, para poder descifrar teu sinais quasse inexoráveis
do amor que possa existir dentro de ti.








lunes, 11 de agosto de 2014

Chama



Tenho uma secura metálica na garganta;
Existem coisas que não deixam que atravesse essa muralha lúgubre de silencio e assombro;
Canoa velozmente há deriva;
Metros que me deixam exaustivamente longe da tua beleza sombria;
Num instante essa mulher de beleza deslumbrante;
Num outro essa angustia entre o limite da dor e meus impulsos vitais;
Existe um sol fecundo e magnético que me envolve na tua luz, chama quasse mortal;
Que enche minha alma de perfume;
Noite de luz e cor;
Céu infinito entre meus braços;
Eterno te persigo, porque te ouso cantar ao vento;
Mais bastou ganhares azas, para fugires do meu peito.







Úrsula
A porta abria, exatamente igual até o infinito;
Infinito, com teus olhos taciturnos,numa galeria de espelhos
côncavos e paralelos.
Chuva minúscula que cobre os tetos, e essas pequenas flores amarelas;
E agora tuas palavras, que ainda me consomem,
recorrendo um caminho inverso, onde encontro a realidade.
Entrei no quarto, abandonado, a mesma cama de ferro forjado
e o quadro na parede do fundo, exatamente igual;
Tudo ficou ali,todo nosso universo Úrsula;
E agora como abandonar este insonio?
E esquecer nossas festas ruidosas de suor empapado;
Como entender os motivos superpostos para esse abandono;
Tua pele não me permitia falar,e as palavras eram invisíveis
quando vivia esses dias de incertezas, de consentimentos e sorte
por estar contigo,Úrsula...

miércoles, 6 de agosto de 2014

Sobriedad

De pronto ese equilibrio artificial, esa fiesta de paroxismo
Donde hay heridas de veinte días, donde esos consejos salomónicos
no funcionan.
Después ese masacre que nos tira a esa fosa en común,
Todo se sobrepone de inmediato,
Ese rechazo extraordinario de júbilo aniquilado;
Esas ganas de no esconderse atrás de reglamentos;
Ese empeño, que a veces ciega y fastidia.
De pronto hay distancia entre las cosas, o decimos siempre lo mismo;
Toda la virtud me lastima y me trae sobriedad…

lunes, 4 de agosto de 2014


                                                                A MATRIX.
Somos observados de longe ,ou nem tanto assim, por alguma coisa muito grande, vivemos num micro mundo dentro de um universo de coisas das quais mal suspeitamos.
Estamos sobre a égide de uma lei física estrategicamente indissolúvel, chamada "causa e efeito".
Não podemos pensar que o mal não é necessário, ele e tão necessário quanto o bem, para o equilíbrio das coisas neste mundo.
Então o dilema é o seguinte: Temos a possibilidade de entender as coisas ao ponto de quebrar as correntes que nos prendem a esta "MATRIX"??
Mais quem manipula as coisas ?? Porque certamente já possuímos a inteligencia necessária para percebermos que estamos dentro de algum esquema, o que não sei e se somos joguetes do mesmo;
Ou existe uma finalidade racional para tudo isso. 

domingo, 3 de agosto de 2014

Artigo SOBRE CONFLITO NO ORIENTE MEDIO

Alem de postar meus poemas decidi dar uma diversificada colocando alguns artigos meus de opinião sobre assunto atuais e diversos espero que gostem e comentem obrigado.
 ENQUANTO OS HAMAS ATIRAM VÁRIOS FOGUETES E MATAM UM ISRAELITA OS ISRAELITAS ATIRAM UM FOGUETE E MATAM TRINTA QUARENTA OU MAIS PALESTINOS NA MAIORIA INOCENTES BOM JÁ ME PARECE UMA BURRICE O POVO PALESTINO CONTINUAR APOIANDO OS HAMAS, PORQUE NÃO FAZEM O MESMO QUE OS ISRAELITAS FIZERAM, CONVERTERAM UM PEDAÇO DE AREIA NUM BOM LUGAR PRA VIVER ATRAVÉS DE MUITO TRABALHO JÁ QUE A VIOLÊNCIA NÃO E UMA SAÍDA INTELIGENTE SÓ ASSIM VÃO CONSEGUIR SE LIBERTAR TER SEU ESTADO PALESTINO.

Remoto

Há coisas definitivas, mais tem coisas que escuto e suspeito que ninguém falou;
E ridículo analisar minhas culpas,já não consigo.
Não entendo essas manias utópicas, e essas pouco estéticas formas de indiferença;
Há uma coisa misteriosa, como uma ideia que esta pra vir e nuca vem;
Sinto-me uma ilha sem perfumes nem modas onde não há respostas;
Somente tua ausência
E agora invento novas formas de enganar-me?


miércoles, 30 de julio de 2014

Gramatica


A saudade rompe o ar,
Nesse compendio estéril de sofrer por ti;
O silencio e branco e negro e não consola;
Hoje, quasse descobri esse enigma que seduz;
Mais sempre e nunca te entendi;
Ontem e anteontem o improviso era um rio;
Enorme rio de sensações desconhecidas;
Brisa de temores e ousadia,
Sempre mergulhei na tua gramatica;
Nos teus pronomes relativos;
Nas tuas sintaxes e substantivos;
Agora eres tentativa perdida, apenas cativa;
Dentro de mim.
 






Desordem

Quem foi esse egoísta simpático que precisa de tudo mais fácil?
Admitir o submundo, tardia frustração, castigo quasse obrigatório;
E o que sabemos alem das ilusões e essas sombras de fome;
Neblina que persegue,silencio imaginário nessa desordem mental;
Tinha esquecido o quanto é repugnante esse jogo imaginário de 
seguir etiquetas, distintas máscaras usamos, como símbolos
das nossas próprias escolhas e frustrações.






lunes, 28 de julio de 2014

Amor plural

Tudo se negocia ate o amor, que é plural
Vivemos desaparecidos numa amnesia de silencio contíguo
Em meio a trechos de nuvens conheço cada gota de sonhos
que tivemos juntos
Agora to exilado, clandestino, nesse delírio sem rostro com 
o nome de saudade...

miércoles, 23 de julio de 2014

Viajem

Sera que há mérito em tentar um salvo conduto
que me faça acreditar de novo nessa realidade?
Não sei, as veces temos apenas mais um cartucho pra gastar
Talvez  aquela confusão de velhas ideias tornou-se inflexível.
Talvez o simples desejo de confundir me faça entender
que por janelas fechadas também entra luz;
Levei comida e água para uma longa viajem,mais tudo termina
em contradições, sempre há uma ocasião definitiva e com
frequência a deixamos passar.
Sera que há mérito em tentar um salvo conduto?
Esse golpe que nos deixa mais humanos também pode fechar a porta
As veces privilégios viram pó  e se tornam armadilhas sutis
Gostaria de saber como é ficar a margem da lucides,
Gostaria de ter pretextos para construir mentiras e poder acreditar nelas
e não e possível viver sem negligencias,preciso de alternativas mentais;
Ou formulas que contrariem essa farsa, essa sensação de alguém te olhando
na escuridão;
Em vão iniciativas frustradas,
Em vão essa esperança enferrujada,
Não é necessário, e melhor assim, não interessa o caminho;
Levo comida e água, para uma longa viajem...









lunes, 21 de julio de 2014

Apariencias

Apariencias.
A veces me complico, porque no digo adiós, porque regreso
He visto el azul y el acero, la tierra y el cielo;
Ya intente cerrar los sentidos, para no sentirte
El tiempo se detuvo, y una vez más fui franco, abierto, sencillo.
A veces me complico, porque entre un silencio y otro me persigue tu mirada;
Esplendido alimento, manantial de ilusiones, que todavía disfruto cuando sueño.
Fuiste claridad intensa, centello verbal que sobrevive;
Aunque termine la tormenta.
Debería intentarlo, intentar perdonarme;
Porque ser definitivo a veces puede matarte
Quisiera hacerme creer o justificar mis mentiras,
para convertirme en traidor de mis propios sentimientos.
A veces me complico, porque todo empieza cuando das demasiado la razón.


martes, 15 de julio de 2014

Soldado de chumbo

Mesmo que um abismo nos separe sempre estas aqui
como um favor que se perde sem nenhuma possibilidade;
Seria demais aceitar essa resignação,não vale a pena
Preciso este momento, tenho que entender este momento
que me corrompe,e que as veces me enche de temor;
Tenho esse concepto abstrato, paralisante, como uma
intuição que não me deixa coordenadas
A felicidade foi só naquela tarde,memoria do meu corpo
Não tenho escapatória,sou apenas alguém que entra de sorpresa
e sem um contraveneno, para esquecer.
Que curioso meus soldados de chumbo não caem, e conservam
sempre a mesma postura...

martes, 8 de julio de 2014

Sossego

Porque sigo neste caminho inútil?
Talvez me faltem argumentos,
É uma lágrima circular que demora,
Mais um dia chega
Buscarei nesses insonios de vinte dias
Aqueles sábados de sempre
Tentarei de alguma forma
Achar horóscopos e noticias,
Quantos minutos nesse silêncio de mármore
Quantas mensagens nas entrelinhas,
Desse rumor suburbano
Tentarei de alguma forma
Esse milagre entrecortado
Voltarei a mim algum dia
Vazio de palavras,
 Celebrando um melancólico sossego.


lunes, 7 de julio de 2014

Poente

Há uma festa no poente,
Bocas com bocas,
Esse choro fazendo amor;
Choro de saudade,
Agora, presa a mim nesse sonho
Há uma festa no poente;
Agora ,calada aqui comigo,
Antes tão ausente
Tremes, tremo, trememos de amor
No teu corpo a paixão,
Pedaço de lua em minhas mãos
Há uma festa no poente;
Persistirei pensando em ti;
Temeroso, sedento, feroz
Ardendo...



lunes, 30 de junio de 2014

El negro Ramón



Mañana encontrarás la última esperanza;
Llegabas cargado de inmensas lluvias;
Compañero, no insistas en ese delirio
Recoge el revólver.
Tus raíces se perdieron poco a poco en el tiempo
Cuando te entregabas al ocio y  matabas la misma noche.
Mañana encontraras la última esperanza;
¿Qué podías hacer tan solo?
Si, tienes derecho a esa sencilla obsesión
Sin duda treinta años de fiebre te pueden haber dejado loco;
¿O soñaste mil delirios de fiebre y whisky?
Mañana encontraras la última esperanza;
La que faltaba, con su aspecto rebajado,
Con su falsa humildad,
¡Pero basta, no dejes que roben más tus vergüenzas!



  

martes, 24 de junio de 2014

Última rosa

Ouve um tempo de sonhos e devaneios;
Teu vento palpitava em mim,
A mão no lençol sem pensar escapava dentre tuas pernas;
Lento, largo, silencioso, recordo agora o amor
que um dia nos tocou,
Enquanto o tédio me devora, e busco no insonio as lembranças
dessas vogais que falava ao teu ouvido
Ouve um tempo de sonhos e devaneios;
Não sei o que ando buscando;
Esses anos mal contados?
Essa fuga sutil?
Sempre palpita esse rumor calado,
Quem eres tu?
Talvez apenas essas palavras que eu escrevo,
Cementério de beijos,ultimo porto que persigo;
Última rosa, tão distante do meu horizonte...