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miércoles, 28 de enero de 2015

Psico drama

Ativamos mecanismos, somos filhos do inconsciente;
De resto a experiencia não mata essa dor sofrida mais
 expurga cada novo minuto de arrependimentos.
Começar a flotar,numa frequência que espanta certos
elementos,as vezes a consciência nos trai com idealismos
perspectivas e visões para satisfazer luxurias e certas formas
de poder.
O sistema e carregado, intenso e conhece nosso psico drama,
As vozes do universo estavam ali, quando a policromia ficava
incólume e atrapada no mesmo cinza;
Escutavas  e estavas com os olhos bem abertos, mais ninguém
estava ali, repetição singular e assombro,
enfrentaste esse gesto cansado e sem presa,quasse nunca
aqueles anos de ausências te devoravam, mais pensastes
em todos, um por um,
O sistema e carregado, intenso e conhece nosso psico drama...



Escala de delirios

Corremos na vida atras de alguns sonhos
mais são somente sonhos, exíguos e frágeis
numa escala de delírios.
Temos que inventar verdades e amores impossíveis,
Assim o destino inexorável nos empurra degrau por degrau
até o dia em que sentimos a obrigação de chorar,
E todos os plurais e todas as perguntas são mais ou menos
largas explicações sem sentido.
Corremos na vida atras de alguns sonhos,
Vacilamos esperanças e assumimos derrotas,
Temos fome disponível;
Temos fruto amargo,
Nos arrastramos nesse excesso subversivo,
E celebramos o futuro como qualquer outro perigo.

lunes, 26 de enero de 2015

licor envenenado.

Não há relojes, nem grandes nem pequenos pois desdenhei do tempo
que esta de viajem
Sentado aqui estou órfão de sensações;
Lentamente agredimos nossa intimidade, semanas e semanas
falamos sobre o nunca e fomos bons amigos, particularmente
bons amigos
Em ocasiões nos permitimos sem nenhum pretexto dar-nos algumas
explicações;
Mais as vezes faltava algo mais;
Uma última jogada,
Um sonho repetido,
Sair da lista de espera,
Acreditar em coincidências,
Nossa existência limitada foi uma lenta disputa contra algo trivial
e com frequência esse trauma aprazível nos fazia ver a verdade.
As vezes nos faltava algo mais,
Um sopro, um alento,
A saliva e o abraço,
Um licor envenenado, e teu sorriso disfarçado,
Tudo e tarde quando nunca aconteceu...

domingo, 18 de enero de 2015

Habito em meus temores

Conheço minha solidão, tu conheces a tua?
Paredes com teu nome, esse céu totalmente teu
que persegue quem te viu e sentiu;
Sou náufrago e te espero chegar,
Estou cansado de outonos  com essas cores frias
Hoje lembro da terra, do metal e do silêncio
em que mergulhamos um dia,
Conheço minha solidão, tu conheces a tua?
A própria existência e flor de água perpetua
que toca o mar inumerável nessas distancias
e lembranças,mistério azul que se prepara
ou apenas descansa em rostros de mil mãos
ou em corações destroçados deixando o peito em cicatrizes.
Ha um deserto uma rosa sem vida que deixaremos
para trás,
Conheço minha solidão, tu conheces a tua?



sábado, 17 de enero de 2015

As três Marias

Não temo esses cadeados,e á minutos transcendentais
que podem estar muito perto do céu ou do inferno;
Todavia, acredito ser cedo para confessar essas horas vazias,
Nada  menos notório nem grave do que a dor da revelação,
é tão estupido saber o quanto doe apenas a primeira bofetada.
Seguirei  as três Marias, tentando apagar esse fogo que se move
lentamente metido em nossa própria timidez;
O amor é o sétimo sentido, tão simples e arrogante,principalmente
cego,
Estando de viagem mencionei tua ausência mais não liguei
e inevitável,  tua imagem misteriosa ainda me faz tremer.
Todavia, acredito ser cedo para confessar essas horas vazias;
Quando voltei tinha mil vacilações e admiti respostas para perguntas
que ainda não tinha formulado, gota a gota vou esquecendo minhas culpas
assim diminuem as palavras ;
Já não há novos rancores;

Seguirei as três Marias, tentando apagar minhas últimas dores...










lunes, 12 de enero de 2015

Olhos azuis (Pra ti Sol minha eterna e melhor amiga)

Tu eis o caminho onde se encontra a esperança , Sol;
Inconfundível, vital, harmoniosa;
E natural e quasse indiscutível guardar teu carinho no meu peito,
Esplendor sem cicatrizes,
Manantial de luz,
Imenso rio de água fresca,
Teus olhos são manhã clara de um azul inconfundível;
Flor e néctar em eterna primavera.
E o que faria sem tua sutil inteligencia recorrendo sonora
essa vida que deixas fluir?
Tu eis o caminho onde se encontra essa vinha delicada,
esse silencio abstrato que transforma a utopia de ser feliz
em realidade, Sol...


domingo, 11 de enero de 2015

DESCONEXO

Aqui sobrevivemos com a pureza que criamos,
te surpreendo e te persigo com palavras,
Como podemos extraviar-nos?
A sombra da lua em movimento, pétalas
de fogo e queimaduras;
Arderei profundo em tua existência,
Te feri e sai ferido,levo penas onde vivo
nesse abismo de cólera perdida;
Já não estas só e tens raízes que descansam
no tremor da chuva e nas sílabas do medo...

sábado, 10 de enero de 2015

Inocência a baixo custo

Continuamos a  trajetória até o ultimo suspiro;
A esperança e esse alimento imaginário que
as vesses nos deixa a deriva;
 Um relâmpago sempre
novo, esse murmulho limpo e
monótono e que muitas vesses nos engana
 olhando com desconfiança;
E quando dobramos os joelhos nossos
sonhos descalcificam e caducam frágiles,
Tentamos com dinheiro comprar um saco
de sonhos,e realizar nossos objetivos estéticos
mais no fundo sabemos que existe aquele
registro assustador de saber que vendemos
nossa inocência a baixo custo,


lunes, 5 de enero de 2015

ASTRO


Em momentos distintos sonhávamos;
Juntos imóveis na escuridão e aquela angustia
sempre sobre o abismo;
Lentamente um astro cai...
Mais não terminamos ainda, deslizaremos pelo mesmo erro
nesse acero de armadilha que persegue,e amanhá esses
velhos proscritos continuarão valendo;
Parecia sentir tua resistência, num desassossego que fere,
porque jamais falamos tão serio.
Nos deparamos com surpresas e fomos vencidos,
e a realidade apontou contra nós mesmos.
Entraremos lá novamente por essa fissura tenebrosa
porque foi um erro que ainda não concluímos...