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domingo, 23 de noviembre de 2014

Orgulho destronado.

Estamos juntos, de alguma forma 
tocando essa invalides de sonhos;
Sabemos que nunca foi nosso destino 
esse ódio escondido.
Estranhamente trememos e o coração
já não sangra, 
Olha esse esplendor de mármore e cinzas;
Essa confiança morta com punhal de aço,
Temos os mesmos inimigos
estamos juntos nessa invalides suburbana,
e agora esse cristal frio,
             esse luto sem descanso,
            esse orgulho destronado,
nos persegue lentamente,
sem data pra encontrar-nos.
          

miércoles, 19 de noviembre de 2014

Violim calado

Poderia sujeitar tua cintura e te beijar,
Sem tormentas,
Sem lagrimas.
A linha do tempo é um violim calado;
Já não posso ser esse passageiro que palpita
num amor desordenado.
Voltar a este último reduto e sentir tua cútis inassesivel;
Recorrer o teu peito de vidro;
Me queimar no teu fogo maiúsculo;
E agora que uma lágrima molha minha última máscara;
Como correr vacilante e perdido?
Poderia sujeitar tua cintura e te beijar,
Sem feridas,
Sem silêncios
Visitar essa imensa espera, sem relógio, todos os dias;
Segues sendo ausência, metal e ossos.
O tempo é uma rua, uma distancia paralela
e já não posso ser tempestade nem oceano dormido;
Continuas luz eterna desde teu último raio de sol,
Para mim continuas florida;
Já não estou só,
Tenho ausências....



domingo, 16 de noviembre de 2014

Volver al naipe

Así estuve, así estaba yo,
Completo, inajenable, casi sin distancias.
No tomé una botella, la quebré;
Todo brilla en su ocasión, yo brille también.
Y ahora hay que poner la carta en su lugar
Volver al naipe.
Hay algo, hay versos hay flores y una tentación;
La esperanza y el tiempo son iguales, no podré
simplemente apartar lo inútil;
Ese viento ininterrupto;
Ese abismo que persigue;
Esas ganas que penetran, que ignoran y desmienten
Son amargas, son memorias rebeldes.
Y ahora hay que poner la carta en su lugar;
Volver al naipe.
No me escondo del olvido, porque soy inconsequente;
Además ese odio es compacto y te asfixia.
No hay antecedentes
No hay antes ni después
Hay solamente recortes de sueños que son como variantes
y asimismos de algo breve, como un último horizonte.



Vícios racionais.

Hoje flutuando, quasse suspeito já não posso dizer onde andarei;
A cabeça voando, tentando inventar alguns sonhos;
A vida , a vida quem não lembra Shakespeare,
             Ser ou não ser...
Não tenho mais vícios racionais, nem aquele desprecio profundo
por esses paternalistas conservadores, continuo sendo comunista.
A claridade pode ser um golpe no fracasso, um ensaio, um acaso...
A vida dura uma vez,preciso de instantes impensados;
Quero supor outra historia, já estive deserto e agora preciso que
o mundo começe por mim.
Ouso inesquecível e fugitivo esse corrigir das notas num vaivém vazio
Vejo que de nada serve esse paroxismo de tentar me entender.

jueves, 13 de noviembre de 2014

Vicio de você

Esse vicio de você, e um perigo que caminha lúdico e verbal;
Depois de tudo, não á logica em nossas frustrações
e essa vontade elemental,quasse primitiva desperta um singular pesadelo.
O desconcerto,
O estupor,
De não encontrar uma saída emergencial
De saber que outra vez me sinto ridículo;
Tudo convertido em cinzas,
Sem que ninguém visse;
Sem que ninguém decidi-se;
Esse  vicio de você, e um perigo que caminha lúdico e verbal;



miércoles, 12 de noviembre de 2014

Estrelas de quatro pontas.

Estrelas de quatro pontas são quasse perfeitas;
Entre lágrimas pude ver que lentamente tua presença desvanecia;
Algo anunciado, nenhuma queixa...
Ouve sim uma insistência, uma obsessão,
Terei mudado tantas vesses?
Ou me acostumei a novas realidades?
Estrelas de quatro pontas são quasse perfeitas;
Foi intuição no começo, um instante crucial, remanescente;
Quasse ódio sem motivos,nem lembranças do teu rostro,
Agora sei, nada alcançou teu coração elíptico,nem tua paisagem fundamental.
Estrelas de quatro pontas são quasse perfeitas;
Aqui estou tão sério, tão ágrio e pitoresco
comovido, evidente e sem glorias.
Compreensível  maravilha, sem embargos e sem nome;
Fosse uma estrela,
Quasse perfeita.




jueves, 6 de noviembre de 2014

Preságios

Tudo foi silencio nessa arquitetura escondida,
E teu regresso sempre foi um sonho entrecortado
Sempre estive aqui convertido e misterioso, tu conheces minha alma;
Eramos carne, unhas, candor, abraços
Mais escavei fundo demais outra vez,e algo aconteceu;
Viver sustentando preságios,
Desconhecendo o conhecido
Maldita manhã transparente
Destino provisório, com minhas angustias infiltradas dentro de ti;
Outra vez sangre muito pouco, mais foi suficiente
Outra vez esqueci os acasos, por isto estou só;
Vais tarde...

Desertor

Rezão imoveis, sentados em suas flores, meus pensamentos;
Nunca lambi minhas feridas, e hoje nem sangram tanto
O que aconteceu um dia quis que soubesses, já não interessa mais;
E incrível e sutil lembrar que me vendeste como a um inimigo;
Nunca quis abraçar ausências, mais foram elas que me abraçaram
Me sinto um estranho desertor, nessa armadilha de desconhecer o conhecido
Como despertar dos meus infinitos sonhos;
Como atravessar esse silêncio;
Sacodes minhas raízes numa ansiedade intima
Rezão imoveis, sentados em suas flores, meus pensamentos...







martes, 4 de noviembre de 2014

Novas geografias

Somente o amor lava o ódio
e o passado não passou, ainda fere.
Somos tênues subúrbios de dor,
e as vesses, somente as vesses atravessamos
fronteira do problema existencial.
Somos dilemas, tão óbvios
                         tão complicados...
Precisamos de novas geografias,
e projetos que encubem o futuro.
Somente o infinito trás preságios,
e constroe essa estrada que ainda não existe.
Somos desiguais em nossos silêncios e intenções
podemos ser breves e depois tropeçar algumas vesses
nesse ódio que nunca é suficiente.
E agora somos nós que inventamos essa linha divisória?
Ou temos o poder de manipular a própria historia?
Ainda existem delírios que não precisam de nós,
São como garantias que nos deixam continuar sonhando.