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jueves, 26 de marzo de 2015

URSO BRANCO

Ainda vejo aqueles velhos fracassos, junto com seus punhais
cravados no tempo e no espaço, e derrepente existem versos que 
não consigo entender pois eu mesmo os escrevi;
Então saio desprovido de pudores e quasse míope de nostalgias
porque ninguém poderia entender antes de mim as as dores 
que já não me doem;
O bairro não é o mesmo, as luzes não iluminam como antes, e apenas
queria ser tudo aquilo que hoje me constrange;
Saio e ninguém me abana ,
Saio e ninguém me espera,
O que desenhei na areia aquele dia não era para ti, estava inquieto e 
assustado, procurando uma maneira de fujir dos meus pecados, perdi 
a áurea e a fragilidade e não sei porque tudo parece tão tranquilo;
Vou ter de acelerar,ou tentar explicar-me esta loucura...
Não espero nada de mim porque sou simples e estranho, desconhecido
e lento em minhas lágrimas que derramei naquela noite que foi a mais importante;
Te propus não fazer nada e derrepente fizemos tudo, mistura de fragrância 
e pele, amor que tentamos salvar uma unica vez, havia após algumas noites
compreendido o limite entre minha loucura e teus encantos;
Por isso dei-me conta que todos os dias foram uma versão pessoal
de esperar por ti...

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