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lunes, 2 de febrero de 2015

Expurgo de memórias

Levanto e caminho com vento em contra;
As vezes finjo que durmo mais poderia estar morto sem sentir;
 Há uma rua , fresca memória, e naquela tarde
pude viver mais que ninguém, não digas que ando
lento e triste,porque estou aqui disposto a repetir-me;
Removi o pó com meu silêncio, enterrei tua ossamenta
musicante e cega, removi a lembrança da tua púbis
tão maníaca e fatal;
Poderia estar morto sem sentir,mais há uma paisagem e
uma lua sinuosa anunciando teu regresso;
Um dia quasse em vão,
Um sótão infetado de lembranças,
Arrancar a última flor, queimar como fogo ate a epiderme
e seguir deixando o corpo sem memorias...


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