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lunes, 23 de junio de 2014

Deserto de saudades.

Desprender-me de ti mudaria minha vida e
ainda disfarço minhas noites de lua pobre.
Essa memoria trivial, me consome , me embalsama e
ainda me  persegue tua siluéta fantasma,
Volto pra esses beijos húmedos e todo dia
tua estética anacrônica me envolve;
Me olho no espelho e digo basta,
Mais nunca encontro respostas,
O que significa teu enigma?
Hoje de manha gostei do frio,que doe
menos que tua ausência.
Ninguém pode enfrentar memorias repetidas,
nem enfrentar o espelho, com medo de si mesmo,
ainda me persegue tua silueta fantasma,
E não tenho a chave pra essa fechadura,
No fundo ainda sinto o doce dos teus lábios
ouso longe tuas palavras, ansiedade última
nesse deserto de saudades;
E agora já não encontro tua púbis,onde mergulhava
feroz, temeroso e sedento.
Desprender-me de ti mudaria minha vida...


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